sexta-feira, 14 de março de 2008

Lágrimas Ocultas


Se me ponho a cismar em outras eras

Em que ri e cantei, em que era querida

Parece-me que foi noutras esferas

Parece-me que foi numa outra vida


E a minha triste boca dolorida

Que dantes tinha o rir das Primaveras

Esbate as linhas graves e severas

E cai num abandono de esquecida!


E fico pensativa,olhando o vago

Toma a brandura plácida dum lago

O meu rosto de monja de marfim...


E as lágrimas que choro, branca e calma

Ninguém as vê brotar dentro da alma!

Ninguém as vê cair dentro de mim!

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