domingo, 9 de março de 2008

Nossas noites

De tanta noite que dormi contigo

no sono acordado dos amores
de tudo que desembocamos em amanhecimento
a aurora acabou por virar processo.
Mesmo agora quando nossos poentes se acumulam
quando nossos destinos se torturamno acaso
o caso das escolhas
as ternas folhas roçam
a dura parede.
nossa sede se esconde
atrás do tronco da árvore
e geme muda de modo a só nós ouvirmos.
Vai assim seguindo o desfile das tentativas de nãos
o pio de todas as asneiras ,todas as besteiras se acumulam em vão ao pé da montanha
Para um dia partirem em revoada.
Ainda que nos anoiteça tem manhã nessa invernada
Violões, canções, invenções de alvorada...
Ninguém repara, nossa noite está acostumada.

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