A sensação é de que as paisagens secaram
E nômade pelos meus desertos caminho
Estradas vistas apenas pelos meus olhos
Lugares improváveis, não encontro ninho
E quem disse que o que de fato desejo
É nesse solo arenoso ter os pés fincados?
Ando querendo deitar em nuvens de algodão
Quero o vento cantando em meus telhados
Varrendo do coração, exterminando as mágoas
A sensibilidade atada a um pavio... Mais longo
Gritar meus silêncios num contraditório estrondo
Deixar que flua livre o curso das minhas águas
Ser por dentro, compatível com o que sou por fora.


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