domingo, 23 de agosto de 2009

“Tua ausência”


Tua ausência machuca e fere muito mais
Que o cortante, pontiagudo e frio punhal.
E um mix de saudade, emoção e mágoa
Lança-me zonza, num sentimento dual.
Fico assim, perdida entre passado e presente.
E das noites insone, a cruel tortura é a razão.
Lembranças que oscilam, misturam-se na mente.
E a noite um silêncio que grita na escuridão.
Um grito que se mescla ao rabisco no papel
Profundos versos que ecoam na madrugada
Contando a historia que será sempre lembrada.
Resumimo-nos a isso, historia de folhetim.
Contada pelo mar, levada pelo vento, enterrada no cais.
E resta só um vazio, um lamento... Nada mais.

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